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Cinco meios aéreos e 500 operacionais preparados para travar fogos no distrito de Vila Real

Cinco meios aéreos e cerca de 500 operacionais vão estar preparados para combater durante o período de verão os incêndios florestais no distrito de Vila Real, onde uma das principais missões é reduzir o número de ignições.

O plano operacional distrital de Vila Real foi apresentado dia 5 de maio, em Vila Pouca de Aguiar.

O comandante operacional nacional, José Manuel Moura, referiu que a grande preocupação é ter o dispositivo "o mais bem preparado possível para fazer face a um ano que naturalmente vai trazer os seus problemas".

"Em termos de planeamento estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance e depois temos que a reagir em função do que for cada dia e cada situação, salientou.

E o número de ignições é um problema que existe em Portugal e também se destaca no distrito de Vila Real.

"O grande objetivo é não ter vítimas nos combatentes. Sendo que, num passo seguinte, é reduzir o número de ignições o que permite ter o dispositivo mais disponível para poder intervir", frisou.

No ano passado foram contabilizados 10 mil incêndios em Portugal. Este ano já se registaram nove mil.

No distrito de Vila Real, verificaram-se 608 ocorrências durante todo o ano de 2014, número que já foi ultrapassado nestes primeiros meses do ano, com 664 ignições entre janeiro e o dia 04 de maio.

O plano operacional para o distrito envolve, na fase Bravo que arranca a 15 de maio, 20 bombeiros nas Equipas de Combate a Incêndios (ECIN), que ficam sediadas nos quartéis em permanência, ou seja, 24 horas por dia, e mais quatro elementos nas Equipas Logísticas de Apoio ao Combate (ELAC).

O número de equipas vai aumentando até à fase mais grave de ocorrência de incêndios, que começa a 01 de julho e se prolonga até ao final de setembro.

Neste período, estarão empenhados 215 elementos nas ECIN, mais as equipas ELAC que serão de oito em agosto, com 16 elementos.

A GNR participa ativamente neste dispositivo com 77 elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) e 63 do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS).

À GNR cabe ainda a responsabilidade de abrir os postos de vigia que estão espalhados pelo distrito, cinco nesta primeira fase Bravo e os restantes 21 até à fase Charlie.

No total são contratados 104 vigias para trabalharem nestes postos.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) afeta 144 elementos, entre vigilantes e equipas de sapadores florestal, enquanto a PSP empenha quatro agentes nas cidades de Vila Real e Chaves.

Nesta primeira fase, o distrito conta com o apoio de dois helicópteros ligeiros, estacionados em Vidago e Ribeira de Pena, e dois aviões ligeiros em Vila Real.

No período mais crítico a intervenção aérea é reforçada com mais um helicóptero, em Vila Real.

Até ao arranque da fase Charlie serão distribuídos mais rádios portáteis pelo distrito e serão também entregues os equipamentos de proteção individual às corporações que integram a Comunidade Intermunicipal do Douro.

O comandante distrital de operações de socorro, Álvaro Ribeiro, salientou que os meios para este ano são idênticos aos preparados no ano passado. "É um dispositivo a consolidar e não a diminuir", frisou.

O concelho de Vila Pouca de Aguiar está a preparar um plano para acolher as populações em caso de necessidade de evacuar aldeias, numa iniciativa do Núcleo da Cruz Vermelha, com o apoio da proteção Civil Municipal, que visa a criação de condições para ajudar estas pessoas, fornecendo, por exemplo, alimentação ou colchões.

Álvaro Ribeiro espera que esta iniciativa se estenda aos outros 13 concelhos do distrito.

Fonte "Lusa"



 

 

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